E3 passa para Julho e muda para um evento mais “reduzido”
Confirmando a notícia dada no dia 31, o presidente da ESA, Doug Lowenstein, anunciou o fim do atual formato da feira E3 em favor de um evento menor e mais “intimista”.
O novo evento manterá a marca E3 e ainda acontecerá em Los Angeles, como era tradição desde 1999, mas provavelmente não mais no caro e grande LA Convention Center. Os detalhes do evento serão definidos nos próximos meses, mas a ESA já poderá contar com a participação de alguns players importantes do mercado, como a EA.
“O mundo do entretenimento interativo mudou desde a criação da E3 Expo 12 anos atrás” comentou o Presidente da ESA, Douglas Lowenstein. “Naquele tempo, estávamos focados em estabelecer a indústria e fixar metas para os feriados de fim de ano. Com o passar dos anos, ficou claro que precisávamos de um programa mais intimista, incluindo maior qualidade, mais diálogo pessoal com a mídia internacional, produtores, vendedores e outros elementos chave da indústria”.
A decisão de cancelar a E3 partiu das maiores expositoras do evento: nos bastidores, Microsoft, Sony, Nintendo e EA decidiram de comum acordo que não estariam participando da próxima edição, o que acabou levando a ESA a optar por uma reformulação radical no formato da feira.
Os motivos para o fim da E3 no formato que a consagrou como a maior feira de jogos do mundo são vários, mas a noção de que não havia retorno suficiente para o alto investimento de tempo e dinheiro é o cerne do problema. O próprio crescimento do mercado de games e a cobertura cada vez mais eficiente dos fatos relacionados a games pelos veículos da Internet também colaboraram para a descrença das produtoras em um mega-evento, uma vez que hoje não há mais necessidade de se gastar milhões de dólares para repercutir o anúncio de um novo jogo ou console na mídia, e várias produtoras já estavam resolvendo seus problemas com eventos particulares e mais focados.
A competição para "vencer a E3" também estava ganhando dimensões que atrapalhavam a rotina das produtoras, que começavam a organizar suas atrações com seis meses de antecedência e ainda dependiam de muito improviso para ter algo interessante para mostrar ao público em maio.
“Quando o show começou doze anos atrás, era uma ótima oportunidade de encontrar os compradores, a mídia e parceiros” – explicou um porta-voz da EA “Mas com o tempo, começou a ficar inviável para os estúdios, e os custos aumentaram bastante”.
“O evento de julho é menos interruptivo para nossa agenda de desenvolvimento. Acreditamos que o software mostrado em julho será uma reflexão mais acertada dos jogos que aparecerão nas lojas no final do ano”, completa Lowenstein.